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PRP – Plasma Rico em Plaquetas

O PRP é um produto derivado do processamento laboratorial do sangue autógeno, coletado no período pré-operatório e rico em fatores de crescimento, que são liberados dos grânulos alfa, após a ativação plaquetária. É um produto orgânico, atóxico e não imuno-reativo, por ser autógeno (do próprio paciente).

O Sangue é processado, e somente são separadas as plaquetas, resultando em um consentrado.

O objetivo da utilização do PRP consiste em acelerar a regeneração tecidual, partindo do princípio da influência das plaquetas nos processos de hemostásia a partir da lesão endotelial, processos inflamatório com a presença de macrofagócitos e neutrófilos e processo de regeneração e cicatrização, onde existe a presença de fatores de crescimento derivados das plaquetas qwue provocam a proliferação e diferenciação celular até o reparo e total regeneração do tecido lesado.

Obtenção do PRP – Gel de Plaquetas

A técnica de separação e concentração de plaquetas começou a ser aplicada em cirurgias odontológicas, logo, foi aplicada também em outras áreas como a ortopedia e a traumatologia, cirurgias plástica, no tratamento de feridas, diabéticos e cirurgias cardiovasculares.

A técnica consiste em: O paciente é submetido a coleta de sangue venoso, o qual é depositado em tubos de ensaio estéreis contendo anticoagulante apropriado. Os tubos são levados a centrifugação , por 10 minutos (conforme protocolo Cantadori). O plasma separe-se em frações. A porção mais rica em plaquetas, cerca de 6x mais que o volume circulante, é separada em ambiente estéril. Esta será ativada e aplicada diretamente na lesão.

A porção menos rica, mais com grande concentração de fibrinogênio, também é separada, e pode ser aplicada como cola de fibrina em regiões sangrantes como selante e em fechamento de feridas.

A trombina é obtida por centrifugação do sangue do próprio paciente, denominada autóloga. É utilizada na reação de ativação do plasma rico em plaquetas.

A ativação deste plasma separado (PRP) se dá acrescentando trombina autóloga e gluconato de cálcio 10% a cada fração plasmática. Com isso ocorre a formação de gel e coágulo. Após este procedimento ocorre a liberação dos fatores de crescimento existente no interior das plaquetas, reagindo no tecido.

A trombina é fundamental no processo de ativação, principalmente se aplicado em local com pouca vascularização.

As aplicações do PRP na medicina estão em estudo em diversas áreas, como ortopedia e medicina esportiva, cirurgia plástica, cirurgia vascular, cardíaca, neurocirurgias e etc…

Muitos estudos estão em andamento, mais ainda não se tem um consenso da quantidade e locais com melhor funcionamento. Na medicina esportiva parece ter melhores resultados quando utilizados em inflamações – lesões crônicas de tendões ( tendinopatia) e para acelerar a recuperação de uma lesão muscular.